A 12ª reunião de negociação entre o Coletivo Nacional dos Financiários e a Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi), realizada de forma online na última sexta-feira (27), trouxe avanços significativos para a Campanha Nacional 2024. A Fenacrefi apresentou uma proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que deve ser colocada em votação em assembleia na próxima semana. A perspectiva de assinatura no dia 11 de outubro de 2024.

O dirigente do Sindicato dos Bancários/ES Fabrício Coelho critica o desrespeito das financeiras que apresentaram proposta final somente após o fim das negociações da categoria bancária com os banco. “Neste ano, o fechamento do acordo dos financiários foi um dos mais difíceis dos últimos anos. Foi muita enrolação em três meses de negociação. Ficou evidente que as empresas de crédito e financeira esperaram o fechamento do acordo do bancários para apresentar uma proposta global, apesar da data base dos financiários ser bem anterior a dos bancários, 01 de junho.  O desafio do Coletivo Nacional dos Financiários agora é a organização do setor financeiro. É preciso tentar unificar ou alterar a data base do acordo dos financiários para não ficar a mercê das financeiras. Quanto maior a organização e a mobilização dos trabalhadores desse ramo, mais vamos conseguir avançar na conquista de direitos”, aponta Fabricio.

A proposta inclui o seguinte:

2024:

  • Reajuste salarial de 4% para salários, verbas e benefícios.
  • Pagamentos retroativos das diferenças salariais de junho a outubro até a folha de pagamento de novembro de 2024.
  • Pagamentos retroativos das diferenças dos benefícios a serem pagas até 30 de outubro de 2024.
  • Antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com pagamento até 8 de novembro de 2024.

2025:

  • Reajuste salarial baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referente ao período de junho de 2024 a maio de 2025 mais 0,3% de aumento real, a ser pago em junho de 2025.
  • Mudança da data-base para outubro de 2025, com aplicação do INPC referente ao período de junho a setembro de 2025, acrescido de 0,3% de aumento real a ser pago em outubro de 2025.
  • Negociações para uma nova CCT em outubro de 2026.

PLR:

Para 2024, a regra de pagamento da PLR permanece inalterada, mas será criada uma comissão paritária em até 60 dias após a assinatura do acordo, com conclusão até abril de 2025. A comissão terá o objetivo de apresentar propostas para eventuais mudanças na PLR a partir de 2025.

Outras cláusulas importantes:
  • Convênio médico: Não haverá alteração na cláusula 21, no entanto, as empresas que desejarem implementar a coparticipação deverão negociar diretamente com os sindicatos, estabelecendo regras específicas.
  • Violência contra a mulher: Ficou acordado que será construída uma cláusula sobre o tema.
  • Combate ao assédio sexual e moral: Será feita uma redação conjunta de modo que contemple a realidade do financiário.
  • Grupo de trabalho paritário: Um grupo será criado para realizar uma pesquisa inédita no setor financeiro, para construir o rosto dos financiários e outros aspectos relevantes à categoria.

 

Fonte: Contraf com informações do Sindibancários/ES