Sindicatos e movimentos sociais participaram de uma manifestação popular na última sexta-feira, 28. Os manifestantes saíram da Ufes, campus de Goiabeiras, e caminharam até a Rede Gazeta, em Bento Ferreira. A escolha da empresa de comunicação filiada à Rede Globo como ponto final do protesto se deu porque uma das pautas defendidas durante o ato foi o fim do monopólio da mídia. Além disso, os manifestantes reivindicaram melhorias no que diz respeito à mobilidade urbana e, também, investimento em políticas sociais, com saúde e educação. 

O diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Fabrício Passos Coelho, acredita que defender a democratização da comunicação é uma forma de garantir que os movimentos sociais tenham vez e voz. “A grande mídia é responsável por um processo de criminalização dos movimentos sociais por estar ao lado dos interesses econômicos das elites. Por isso, defendemos o investimento em políticas públicas de comunicação que possam fomentar a criação e manutenção de veículos alternativos, nos quais os movimentos populares poderão expor suas ideias e sua atuação”, afirma Fabrício.

Outros sindicatos também participaram da manifestação, como o Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos no Estado do Espírito Santo (Sindipúblicos). De acordo com o presidente da entidade, Gerson de Jesus, as mobilizações populares que vêm ocorrendo em todo o Brasil nas últimas semanas mostram que o povo está percebendo em seu cotidiano as atrocidades causadas pelo capitalismo. “Uma dessas atrocidades é a falta de investimento em políticas sociais, como saúde e educação. O Sindipúblicos defende um serviço público, gratuito e de qualidade para todos”, diz Gerson.

O investimento em políticas sociais também é uma das bandeiras do Sindicato dos Trabalhadores na Universidade Federal do Espírito Santo (Sintufes). “Nós estamos lutando por 10% do PIB para a educação. Também somos contra a privatização da saúde, a entrega dos hospitais universitários para a Ebserh, principalmente do modo como a questão está sendo conduzida, pois falta diálogo com a comunidade acadêmica e a sociedade em geral”, afirma o coordenador de formação e política sindical do Sintufes, Wellington Pereira.

Também participaram da manifestação o Movimento Sem Terra (MST), Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Consulta Popular, Levante Popular da Juventude, Movimento Passe Livre, Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica e Profissional (Sinasefe), Sindicato dos Fisioterapeutas e Fórum Memória, Verdade e Justiça.