
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com a direção do banco nesta sexta-feira (31), em São Paulo, para mais uma rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026. O encontro teve como foco as reivindicações relacionadas à remuneração, ao Plano de Carreira e Remuneração (PCR), ao Plano de Funções e às condições de trabalho dos funcionários da instituição.
“A mesa de negociação começou com um recado claro ao Banco do Brasil: valorização se faz com respeito e salários dignos. Exigimos o aperfeiçoamento urgente do Plano de Carreira e Remuneração, com atualização do VR, critérios de progressão por mérito justos e perspectivas reais de crescimento para quem se dedica diariamente a esta empresa. Cobramos uma revisão profunda no Plano de Funções, transparência total sobre metas e atribuições, que pague a substituição integral desde o primeiro dia de trabalho e extinga de vez a lateralidade cruel, que nada mais é do que acúmulo de tarefas sem a devida remuneração”, afirmou Nathalia Gallini, diretora do Sindibancários/ES e representante da Fetraf RJ/ES.
Durante a negociação, o Banco do Brasil apresentou um panorama da estrutura de cargos, funções e salários em todo o país.
“O BB nos apresentou números e dados, mas a nossa resposta foi direta: é hora de reduzir a sobrecarga que sufoca a rede de atendimento e entregar as condições de trabalho e a remuneração que a nossa base merece e exige”, acrescentou a dirigente.
Valor de Referência, teletrabalho e rede de atendimento
Outro ponto defendido foi a incorporação integral no Valor de Referência (VR) das comissões/gratificações após dez anos de exercício, conforme previsto na minuta de reivindicações da categoria. A comissão também reforçou que qualquer alteração no Plano de Funções deve ser negociada previamente com a representação dos trabalhadores.
A ampliação do teletrabalho também esteve na pauta. A CEBB reivindicou a ampliação da modalidade, tanto para que mais funcionários possam aderir ao modelo quanto para aumentar o número de dias de trabalho remoto daqueles que já participam do programa.
A situação da rede de atendimento foi outro tema de destaque. Os representantes dos trabalhadores alertaram que as agências enfrentam um cenário de sobrecarga, resultado da redução do quadro de pessoal e do aumento das demandas, tornando urgente a adoção de medidas que reforcem as equipes e melhorem as condições de trabalho.
Valorização dos trabalhadores
Para Nathalia, a negociação trata de temas fundamentais para a valorização dos trabalhadores e para o fortalecimento do banco público. “Reconhecer o valor de quem faz o Banco do Brasil acontecer exige, obrigatoriamente, uma estrutura de cargos e salários que abranja o tempo de casa, abra caminhos reais de ascensão profissional e garanta salários à altura dos desafios enfrentados no dia a dia. Além disso, precisamos evoluir no bem-estar dos funcionários, eliminando a sobrecarga de tarefas e promovendo critérios verdadeiramente claros e justos nas decisões corporativas. Confiamos que a instituição demonstrará abertura para negociar e construir alternativas que contemplem os anseios e necessidades da nossa categoria”, destacou.
Os representantes também destacaram a necessidade de equiparar a remuneração do BB à praticada por outros bancos públicos federais, defendendo que uma instituição com a importância do Banco do Brasil ofereça salários compatíveis com seu papel estratégico para o país.
“Por desempenhar um papel crucial no desenvolvimento nacional, o Banco do Brasil precisa liderar o setor ou, no mínimo, estar em pé de igualdade com as outras instituições públicas. Esse é um pleito constante e legítimo que vem direto de toda a nossa base de trabalhadores”, pontou Nathalia.
A comissão também cobrou a valorização de cargos específicos, como os atendentes da Central de Relacionamento Banco do Brasil (CRBB) e os assistentes da Diretoria de Operações (Diope) e dos Centros de Suporte (Cesup). Outro pleito apresentado foi a efetivação como assistentes de todos os trabalhadores que exercem, de forma permanente, as atividades de caixa, garantindo o devido reconhecimento das atribuições desempenhadas e a correspondente valorização profissional.
Fotos: Luan Alves / Seeb SP
Fonte: Contraf com edições do Sindibancários/ES










