Ação sindical teve início às 9h da manhã e durou aproximadamente uma hora. Fotos: Sérgio Cardoso

Nesta terça-feira, 23, bancárias e bancários do Bradesco estão em luta em todo país contra as demissões, o fechamento de agências e a cobrança excessiva de metas. O Sindibancários/ES promoveu uma ação sindical no “Bradescão”, unidade localizada na avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória, além de panfletagens em cidades do interior para dialogar com empregados e clientes. 

“Tivemos uma boa adesão dos funcionários do prédio, que concentra seis unidades, e reforçamos a necessidade de mobilização em torno dessas pautas e do Sindicato. No Espírito Santo, o banco fez um movimento de contratação transitório, em função do programa Fidelize, mas sabemos que a tendência é de ampliação das demissões, que só serão revertidas com a organização da categoria. Constatamos que os bancários estão atentos”, afirmou o diretor do Sindicato Fabrício Coelho. 

De janeiro a setembro de 2021, o Bradesco obteve R$ 19,6 bilhões de lucro líquido recorrente. O resultado representa alta de 54,9% em relação ao mesmo período de 2020. No terceiro trimestre, o lucro foi de R$ 6,767 bilhões, aumento de 7,1% em relação ao segundo trimestre do ano.  Apesar do balanço positivo, conquistado a partir do trabalho dos bancários, o banco segue demitindo. Entre o primeiro semestre de 2020 e o de 2021, o número de funcionários do Bradesco passou de 96.787 para 87.362, um saldo de 9.425 demissões. 

Ao mesmo tempo que demite, o banco amplia seu projeto de digitalização e fecha agências, prejudicando o atendimento ao cliente. Para piorar, o Bradesco ainda mantém uma política de metas que sobrecarrega e adoece os funcionários. 

Diretores do Sindicato distribuíram panfletos a clientes falando sobre as condições de trabalho dos empregados

Campanha

Durante a ação sindical o Sindicato também convocou os bancários a fortalecerem a campanha “#QuevergonhaBradesco”, que movimenta as redes sociais com tuitaços todas as quintas-feiras, a partir das 11 horas.

“É uma forma de cobrar publicamente o banco e de valorizar o trabalho dos empregados, que se dedicam diariamente à instituição financeira, mas mesmo assim não são reconhecidos. A resposta do banco, ao contrário, é a demissão, a cobrança de metas e o desrespeito”, critica Fabrício. 

Para ampliar o diálogo com a sociedade, cartazes foram colados nas fachadas das agências