Os bancários do Santander mostraram toda sua insatisfação com a terceirização imposta pela diretoria do banco na assembleia virtual realizada no país. Dos votantes, 98,31% se disseram contrários à terceirização. Os bancários também foram perguntados se a representação sindical deve continuar sendo por meio dos sindicatos dos bancários: 97,58% reafirmaram que sim. A consulta foi realizada nesta terça (11) por entidades sindicais e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Aqui no Estado, a totalidade dos votantes entende que os trabalhadores que lidam com operações financeiras devem estar abrangidos pela representação dos sindicatos de bancários. Também 100% são contra a terceirização dos serviços.
“Esse resultado, tanto local como nacional, comprova que a categoria é contra a terceirização, pois sabe dos prejuízos que essa forma de contratação traz para os trabalhadores. Também para os clientes bancários a precarização dos serviços tem consequências desastrosas”, afirma o diretor do Sindibancários/ES e membro da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Cláudio Merçon (Cacau).
Histórico
No dia 3 deste mês, o Santander iniciou a transferência de 1,7 mil bancários da área de manufatura para outra empresa do grupo espanhol, chamada SX Tools. Com a mudança de empresa, os empregados perderão os direitos e conquistas da categoria bancária – uma das mais fortes e organizadas do país –, como PLR, a jornada de seis horas, além de redução de benefícios. O valor do auxílio-creche/babá da SX Tools, por exemplo, será de R$ 411 por filho, por até 12 meses. Na convenção bancária, o valor é de R$ R$ 602,81 por filho, até completar 71 meses.
O objetivo real do banco é reduzir seus custos, aumentar seus lucros e enfraquecer a organização sindical dos trabalhadores.
Outros setores
Essa não é a primeira onda de terceirização no Santander. Desde o fim do ano passado, o banco vem transferindo trabalhadores para outras empresas, como STI, SX, Santander Corretora, F1RST, Prospera e, agora, SX Tools. Cada uma vinculada a um sindicato diferente.
Na última sexta-feira, 7, houve protesto nacional contra essa iniciativa do banco. As agências do Centro de Vitória, Centro de Vila Velha e Centro de Cachoeiro de Itapemirim tiveram a abertura ao público retardada em uma hora.

