A direção do Banco do Brasil surpreendeu as funcionárias e os funcionários com uma atitude irresponsável, antissindical e claramente punitiva. O banco anunciou que não irá pagar a PLR para as bases que não aprovaram o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) até as 12 horas da última sexta-feira (11). São milhares de bancárias e bancários de 17 bases que estão sendo prejudicados, dentre elas o Espírito Santo.
Na última sexta-feira (11), as funcionárias e os funcionários capixabas do BB rejeitaram em assembleia a proposta do banco, exercendo o legítimo direito de não acatarem um acordo rebaixado. Seguindo a orientação do Sindicato, os bancários capixabas apostaram na mobilização e na luta até o último momento. Mas diante da aprovação do ACT pelas maiores bases do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Minas, o Sindibancários/ES realizou uma nova assembleia no domingo e os bancários, temendo as consequências de uma greve isolada, aprovaram a proposta.
Desde o encerramento da assembleia, às 20 horas de domingo, o Sindicato dos Bancários/ES oficiou o banco e está à disposição para assinar o Acordo Coletivo específico. No entanto, até o momento a direção do BB mantém o anuncio das medidas punitivas para o Espírito Santo e as outras bases que não assinaram o acordo.
O não pagamento da PLR ainda neste ano é uma das medidas punitivas. A alegação do BB que é impedido de realizar mais que dois pagamentos de PLR por ano não procede e é inconsistente. De acordo com a assessoria jurídica do Sindicato dos Bancários/ES, o limite que existe é para o trabalhador, que pode receber apenas dois pagamentos por ano. O banco tem total liberdade para pagar trabalhadores diferentes em datas diferentes.
O Banco do Brasil propaga que “se importa”, mas se importa com todas e todos? O não pagamento da PLR para todas bancárias e bancários deixa explícito que a decisão da direção do BB tem caráter puramente político, antissindical e punitivo para aqueles que ousaram apostar na luta até o fim.
O Sindicato dos Bancários/ES está em contato com outros representantes de sindicatos e buscando as medidas políticas e jurídicas cabíveis. Não podemos nos calar diante dessa atitude irresponsável e excludente da direção do BB, que causa divisão entre suas funcionárias e funcionários.
Seguimos na luta!









