Em manifesto divulgado nesta sexta-feira, 17, as centrais sindicais repudiam a iniciativa de bancos que suspenderam o crédito consignado aos aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) após a redução do teto de juros para essa modalidade, de 2,14% para 1,7%.
A redução foi aprovada na segunda-feira, 13, em reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), formado por representantes do Ministério da Previdência, do INSS, de aposentados, pensionistas, trabalhadores e empregadores (confederações da Indústria, Comércio e Agricultura). Votaram contra a queda dos juros os representantes do setor patronal.
As centrais lembram que o empréstimo consignado tem baixa taxa de inadimplência, pois o desconto é feito diretamente na folha de pagamento dos benefícios dos aposentados, o que torna a operação segura para os bancos.
“Nos últimos quatro anos”, lembram as centrais, “os bancos lucraram R$ 338,5 bilhões enquanto 33 milhões de brasileiros estavam ao relento na fila do osso”. E continuam: “os mesmos bancos que hoje viram as costas para aqueles que tanto contribuíram para o país são os que lideram as denúncias de assédio bancário com insistentes ofertas de crédito para os aposentados”.
As centrais destacam que a decisão do CNPS, defendida pelo ministro da Previdência, Carlos Lupi, era um anseio dos aposentados e cobram do Governo Lula que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil sejam instrumentos para garantir as linhas de crédito para os aposentados e pensionistas com as novas taxas em vigência.
Assinam o manifesto as seguintes centrais: CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical e Pública.

