Garantir a proteção da vida dos bancários e das bancárias foi a reivindicação feita pelo Comando Nacional da categoria à Comissão Nacional de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em reunião realizada nesta segunda-feira, 29. A Fenaban atendeu o pedido de manutenção dos protocolos de segurança contra a Covid-19 nos bancos, mas ainda dará retorno sobre a reivindicação para que revise as convocações dos bancários do grupo de risco ao trabalho presencial, feita por alguns bancos.
“A pandemia ainda não acabou e sabemos que as pessoas com comorbidades, mesmo vacinadas, são mais suscetíveis a terem complicações em caso de contaminação pela covid. Por isso, reivindicamos a suspensão de todos as convocações de bancários do grupo de risco e que os bancos respeitem a avaliação e orientação médica apresentada por cada bancário desse grupo. Enfrentamos a chegada de uma nova variante e o nosso pedido é para que a vida seja colocada em primeiro lugar. Não há justificativas para forçar o retorno desses bancários em um momento ainda preocupante da pandemia”, frisa o diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), que integra o Comando Nacional.
A manutenção dos protocolos sanitários de prevenção à Covid também são fundamentais para proteger a vida de bancários e clientes. “Mesmo nas cidades em que o uso de máscara não é mais obrigatório, esse não é momento de afrouxar as medidas de proteção. A Fenaban se comprometeu a manter vigentes os protocolos de segurança nos bancos, como uso de máscara e gel, o distanciamento entre as pessoas e o contingenciamento. Vamos continuar acompanhando para que essas medidas sejam respeitadas”, enfatiza Carlão.
Os representantes da Fenaban também concordaram em discutir com os sindicatos eventuais decretos estaduais e municipais de flexibilização dos protocolos de segurança. Uma nova reunião será realizada na próxima semana, durante a qual a Fenaban dará retorno sobre a reivindicação de manutenção dos bancários do grupo de risco em home office.
Pandemia se agrava com a Ômicron
A reunião ocorreu no momento em que uma nova variante do coronavírus foi identificada na semana passada na África do Sul. A nova cepa do coronavírus pode ter uma capacidade ainda maior de contágio do que as variantes anteriormente identificadas. A notícia da nova variante, chamada de Ômicron, aumentou a preocupação das autoridades sanitárias em todo o mundo, principalmente na Europa e na Ásia Central, regiões que já enfrentam uma nova onda de infecções e mortes causadas pela Covid-19. Os países dessas regiões foram responsáveis por cerca de 60% dos novos casos da doença e metade das mortes nas últimas semanas, de acordo com levantamento descrito pela Fiocruz. Técnicos da Fiocruz orientam que seja possibilitada a permanência do trabalho em casa para os grupos de risco.
Vales refeição e alimentação
Outro ponto discutindo na reunião foi o recente decreto do governo Bolsonaro que limita a dedução do Imposto de Renda das empresas na concessão de vales refeição e alimentação. O Decreto pode entrar em vigor a partir do dia 11 de dezembro e estabelece que apenas os valores pagos até um salário mínimo poderão ser descontados da base de cálculo do Imposto de Renda das empresas que oferecem o benefício a seus trabalhadores.
“Essa é mais uma das investidas do governo Bolsonaro contra os trabalhadores. Vamos à luta contra mais esse ataque aos nossos direitos e contamos com a mobilização dos bancários e das bancárias para garantir essa conquista. É preciso lutar para que esse decreto seja revogado”, frisa Carlão.
Durante a reunião que o decreto de Bolsonaro é ilegal, pois uma mudança na lei só pode ser feita pelo Congresso Nacional. A Fenaban se comprometeu a agir para derrubar essa tentativa de Bolsonaro de atacar mais uma conquista dos trabalhadores.
Com informações da Contraf

