A 23ª Conferência Nacional dos Bancários e das Bancárias, realizada nos dias 03 e 04 de setembro, aprovou o plano de lutas da categoria e destacou a necessidade de derrotar o governo Bolsonaro para enfrentar as crises econômica, política e sanitária pelas quais passa o Brasil.

Diante das quase 600 mil mortes pela covid-19 no país e do desmonte dos direitos sociais promovido pelo Governo Bolsonaro e Mourão, os delegados e as delegadas discutiram a urgência de mobilizar a categoria e disputar a sociedade em torno de um outro projeto de desenvolvimento. 

Plano de Lutas

O Plano de Lutas da categoria reúne 110 propostas e resoluções construídas nos encontros estaduais e regionais de bancários. 

Entre os eixos gerais, além do Fora Bolsonaro, destacam-se a defesa dos direitos trabalhistas e previdenciários; das estatais e do serviço público; a defesa do SUS; a estatização e a regulamentação do Sistema Financeiro Nacional e a defesa da democracia.

Entre os eixos específicos, a categoria reivindica: retomada da mesa permanente de saúde e condições de trabalho; defesa da Convenção Coletiva e acordos específicos;  cumprimento integral da CCT; garantia de protocolos sanitários contra a covid-19; negociação das condições do teletrabalho e também do retorno ao trabalho; tratamento de sequelas da covid-19; garantia do emprego e novas contratações; enfrentamento às reestruturações bancárias; fim do assédio moral; defesa da jornada de 6h e respeito à jornada;  defesa dos bancos públicos; promoção da igualdade de oportunidades. 

Moções

A plenária final da Conferência também aprovou um conjunto de moções, entre elas a que pede revogação da EC 55/16, antiga PEC 95, que ficou conhecida como a “PEC do teto dos gastos”, por impor o congelamento dos investimentos governamentais em serviços públicos por 20 anos, inclusive nos serviços essenciais como saúde e educação. Também foi aprovada moção de apoio à conselheira eleita da Caixa, Rita Serrano, que tem sofrido tentativas de intimidação e de coerção ao exercício de seu mandato no Conselho de Administração da Caixa. 

Debates

O segundo dia da Conferência Nacional reuniu um conjunto de palestrantes para debater aspectos da conjuntura e da pauta política da categoria. Confira a cobertura das principais mesas:

Bancários debatem perfil da categoria e teletrabalho para traçar estratégias de luta

Para Boulos, é preciso derrotar Bolsonaro nas ruas

Crédito não é neutro e pode ser motor do desenvolvimento