Uma notícia publicada pelo site Metrópoles na última sexta-feira, 07, deixou muita gente perplexa. O site revela que a defesa de Pedro Guimarães, nos casos de assédio sexual e moral em cujos quais o ex-presidente da instituição agora figura como réu, está sendo paga por um seguro bancado pela própria Caixa. Questionada pela reportagem do Metrópoles, a Caixa respondeu que “possui apólice de seguro na forma prevista em seu estatuto, não sendo possível o fornecimento de informações individuais, considerando o sigilo aplicável à matéria”. Acrescentou ainda que a apólice do seguro “prevê que eventuais valores disponibilizados a título de adiantamento sejam restituídos em caso de condenação por dolo ou culpa grave”.

“Desde que a notícia foi divulgada, a primeira reação foi de indignação. Causa revolta saber que a Caixa, mesmo que por obrigação contratual, esteja bancando a defesa do ex-presidente da instituição. Pedro Guimarães deixou uma mancha indelével na história secular da Caixa. Não é razoável que esse contrato de seguro se estenda a crimes de assédio sexual e moral. É preciso que a direção da Caixa olhe esse contrato com lupa e veja se não é possível anular imediatamente esse seguro”, afirma Lizandre Borges, diretora da Secretaria Jurídica do Sindicato dos Bancários/ES e integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa).

Para aumentar a indignação apontada pela dirigente do Sindibancários, a reportagem ainda informou que fontes da cúpula do banco comentam que o seguro vem fazendo pagamentos de honorários a um renomado escritório, e que essas despesas advocatícias já beiravam a casa de R$ 1 milhão.

O Metrópoles procurou o escritório que estaria defendendo Pedro Guimarães, mas o advogado paulista José Luis Oliveira Lima, que comanda a banca, se recusou a passar informações, alegando sigilo. Oliveira Lima é o mesmo advogado que atua na defesa do ator e ex-diretor da TV Globo Marcius Melhem, acusado de assédio por atrizes e funcionárias da emissora.