Representantes do Sindicato dos Bancários/ES e da Agecef-ES se reuniram virtualmente nessa terça-feira, 17, com as Superintendências Regional e Estadual da Caixa. Diante do recrudescimento da pandemia no Espírito Santo, o Sindicato reivindicou que os protocolos sanitários sejam mais rigorosos para proteger as vidas dos empregados e das empregadas da Caixa. Outro ponto de destaque na pauta se referiu à restrição do atendimento a serviços essenciais, com o intuito de reduzir a circulação de pessoas nas agências (veja a classificação dos serviços no final desta matéria).
Dentre as demandas para garantir mais rigidez nos protocolos, a diretora do Sindicato dos Bancários/ES Rita Lima destacou a exigência para que clientes e usuários dos serviços bancários usem a máscara e álcool gel e mantenham o distanciamento. Foi pedido também que o banco instale placas de acrílicos nas mesas de atendimento para garantir mais uma barreira de proteção aos empregados, além de fornecer as máscaras que estão sendo recomendadas pelos especialistas em saúde que são mais eficazes para filtrar as variantes da nova cepa. A Superintendência prometeu que iria reorientar os gestores quanto à importância de manter o rigor dos protocolos.
Além dessas medidas sanitárias, foi reivindicado que a Caixa garanta o contingente de empregados necessário para o cumprimento de tarefas essenciais, mantendo o rodízio dos empregados no atendimento. “É importante que a Caixa não dê atribuições aos empregados que não são essenciais, como o cumprimento de metas, por exemplo. Orientamos os empregados que receberem tarefas fora das atividades consideradas essenciais, que procurem o Sindicato e denunciem. O não cumprimento dos protocolos sanitários também deve ser denunciado”, enfatiza Rita Lima.
Auxílio emergencial
Na reunião, os representantes do Sindicato demonstraram muita preocupação com a retomada do auxílio emergencial, que deve reiniciar os pagamentos do benefício em abril. A dirigente explica que a reivindicação apresentada à Superintendência pediu a volta dos recepcionistas e vigilantes, que se encarregaram de fazer o serviço de triagem no ano passado durante o pagamento do auxílio. “Esse trabalho de organização das filas é fundamental para evitar tumultos e controlar as aglomerações”, aponta. A Caixa estima fazer o pagamento do auxílio a mais de 30 milhões de pessoas nessa segundo fase.
Rita Lima relata que foi pedido também a suspensão imediata das visitas externas, atividade que tem exposto empregados e clientes à contaminação e que se tornou ainda mais vulnerável nessa fase crítica da pandemia. Segundo a dirigente, a Superintendência se comprometeu a recomendar os gestores que orientem os empregados a trabalharem com os canais internos do banco para evitar as visitas a clientes.
A dirigente disse que apesar da lista com os serviços essenciais, há ainda muitas atividades sob a responsabilidade dos empregados. “Repito: denunciem os desvios ao Sindicato, ou seja, o empregado só deve desempenhar as atividades definidas como essenciais. Denunciem também o não cumprimento dos protocolos sanitários. O cumprimento rigoroso dos protocolos pode salvar vidas e os empregados são os principais fiscais para que essas regras não sejam violadas”, finaliza.


