Depois das festas de Vitória, Cachoeiro de Itapemirim e Linhares, foi a vez dos bancários e das bancárias de Colatina terem seu momento de confraternização. A festa, que aconteceu na noite dessa sexta-feira, 06, na APCEF Colatina, foi marcada por um clima acolhedor e descontraído. Júnior Ávila selecionou um variado repertório musical para animar a festa. O ponto alto foram as modas de viola, que ganharam aplausos mais efusivos.

Diretoria do Sindicato dá boas-vindas aos bancários e às bancárias de Colatina . Fotos: Sérgio Cardoso
Na abertura da festa, os diretores do Sindicato dos Bancários/ES agradeceram a acolhida e destacaram que o momento era sim de confraternização, mas também de luta. “É sempre muito especial para nós essa integração festiva com a categoria, mas não podemos nos esquecer da luta. Este ano tem sido muito difícil para todos nós. O governo Bolsonaro tem atacado os direitos da classe trabalhadora de forma avassaladora. A MP 905, versão mais perversa da reforma trabalhista, veio para tirar ainda mais direitos dos trabalhadores, além de fazer ataques diretos a conquistas históricas da categoria, como o aumento da jornada de trabalho de 6 para 8 horas. Temos que derrotar essa MP”, frisou Carlos Pereira (Carlão), diretor do Sindicato.
A dirigente sindical, Goretti Barone, após agradecer a colaboração de todos que trabalharam para que a festa se acontecesse, também lembrou que o momento é de luta. “É hora de mantermos as mãos bem unidas. Precisamos resistir às ameaças que vêm deste governo”, disse Goretti, que comemorou as presenças de bancários e bancárias da Caixa, BB, Itaú, Banestes, BNB e Bradesco. “Que bacana, estão quase todos representados aqui”. Cláudio Merçon (Cacau) também exaltou a acolhida calorosa e fez coro ao momento de resistência. “Não podemos parar de lutar um único minuto”, alertou.
Tal pai, tal filho
Numa mesa animada João e Lucas Oliveira gargalham e contam “causos”. O primeiro tem 35 anos de BNB, quase a idade do segundo, que é seu filho. Lucas não nega que se inspirou no trabalho do pai. “Ele fazia palestras para pequenos empreendedores nas comunidades rurais e eu o acompanhava. Acabei seguindo a carreira de bancário. Estou há 15 anos no Banestes”. O pai não esconde o orgulho que sente do filho ter seguido seus passos. Mas se defende aos risos. “Olha, mas eu nunca forcei a barra não. Foi uma decisão dele”.

Lucas se inspirou na profissão do pai
Além da profissão em comum, pai e filho também compartilham da visão crítica ao atual momento político. “Atravessamos talvez o momento mais difícil. Este governo neoliberal desvaloriza a classe trabalhadora como nunca havia visto nestes meus 64 anos de vida”, constatou João.

Há um ano morando em Colatina, Alessandro diz ter se adaptado bem à cidade. “Tirando o calor…”
Alessandro Lemos é baiano de Prado. Foi estudar em Vitória e logo depois começou a trabalhar no Itaú, onde já está há seis anos. Há um ano foi transferido para Colatina. “É minha primeira vez nesta festa. Estou gostando muito. Já havia ido à festa dos bancários de Vitória. Acho legal esse espaço para as pessoas trocarem ideias”. Ele também falou sobre o momento delicado que a classe trabalhadora enfrenta. “Agora, mais do que nunca, temos que manter a categoria unida e envolvida com o Sindicato, porque é ele que nos representa nesta luta”.
“Tenho 30 anos de Caixa. Não parece, né? Entrei com 21 anos. Muita gente me diz que não aparento 51 anos”, contou aos risos Carlos Renato, frequentador assíduo da Festa dos Bancários de Colatina. “A festa é legal por permitir essa integração. Aqui revemos o pessoal dos outros bancos, damos umas boas risadas, mas também falamos de coisa séria”. Ele também demonstrou preocupação com a conjuntura atual. “Precisamos nos manter unidos para a luta”, advertiu.

Para Carlos Renato, é importante a união nos momentos de adversidades

Lucimar gosta de trocar ideias com os aposentados
Na opinião de Lucimar Silva Santana as “coisas” estão estremecidas e o clima anda pesado. “Pressão por metas em banco sempre existiu, mas agora parece que as pessoas estão perdendo a alegria. Isso me preocupa bastante”. A bancária, que está há 15 anos no BB, disse que a festa ajuda a quebrar um pouco esse clima de tensão. “A gente encontra pessoas, bate papo e se diverte. Eu gosto especialmente de conversar com os aposentados para trocar ideias e comparar como era antes e como é agora”.

Jéssica aproveitou a festa para confraternizar com os amigos
Há oito no Bradesco, Jéssica Malacarne disse que estava se divertindo com os amigos. “É um momento de descontração e integração”, resumiu.
Veja abaixo a galeria de fotos da Festa dos Bancários de Colatina






