Janeiro é o mês dedicado à conscientização sobre saúde mental e emocional, conhecido como “Janeiro Branco”. A campanha busca promover o cuidado com a saúde mental e a quebra de preconceitos sobre o tema, incentivando reflexões, diálogos e ações em prol do bem-estar emocional.
A iniciativa foi criada em 2014 pelo psicólogo e, atualmente, presidente do Instituto Janeiro Branco, Leonardo Abrahão. Hoje, a campanha é um marco no calendário brasileiro e, desde 2023, tornou-se oficialmente lei federal.
A importância dos cuidados com a saúde mental é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e vem ganhando cada vez mais lugar nos espaços de discussão sobre políticas públicas de saúde, entendendo que o tema precisa ser tratado para além da questão individual também como uma prioridade coletiva. Nesse sentido, o tema escolhido para trabalhar nesse ano é “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?”.
Nossa saúde importa
Na categoria bancária, o tema também vem ganhando cada vez mais espaço. Durante anos, a principal ocorrência de adoecimento relacionado ao trabalho foram as lesões por esforços repetitivos e as doenças osteomusculares (LER/Dort). Na última década, porém, esse cenário sofreu profundas alterações e o número de ocorrências por adoecimento psíquico entre bancários e bancárias cresceu vertiginosamente.
“O grande aumento do adoecimento mental dos bancários está diretamente relacionado a esse modelo de gestão opressor adotado pelos bancos. As metas inatingíveis, programas de avaliação de desempenho que colocam um trabalhador em competição com o outro, assédio moral, a transformação das agências em verdadeiros balcões de vendas fazem com que o adoecimento mental seja cada vez mais severo. É um ambiente de pressão extrema por resultados. O bancário nunca desliga”, afirma o secretário de Saúde do Sindicato dos Bancários/ES Ronan Teixeira.
Ao longo do ano passado, a Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho do sindicato em parceria com Laboratório de Pesquisas e Práticas em Psicologia do Trabalho e Organizacional, Saúde e Subjetividade (LAPPTOS) do Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento da Ufes, desenvolveu a pesquisa “Nossa Saúde Importa” com objetivo de identificar e mapear a situação de saúde e adoecimento dos bancários e bancárias capixabas.
Dados preliminares da pesquisa apontam que quase 40% dos respondentes já foram trabalhar com atestado médico, 68% fazem tratamento psicológico ou psiquiátrico, mais de 30% usam medicamentos controlados. Ansiedade em nível grave, depressão e estresse são os males mais citados.
Acolhimento e orientação na Secretaria de Saúde
Aproveitamos o início do ano para lembrar que bancários e bancárias capixabas encontram na Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho do sindicato um espaço seguro para apoio, acolhimento e orientação. O adoecimento psíquico, assim como o adoecimento físico, demanda acompanhamento profissional para receber o tratamento adequado. Por isso, aqueles e aquelas que sentirem necessidade podem buscar ajuda pelo telefone (27) 3331-9952 ou pelo e-mail saude@bancarios-es.org.br
O sindicato também dispõe de um canal de denúncias online no site da entidade, onde você pode relatar casos de assédio moral ou de qualquer outra violação de direitos. Ao receber a denúncia, o sindicato faz um trabalho de apuração e fiscalização das condições de trabalho na agência ou no setor indicado no sentido de coibir essa prática e também de conscientizar a categoria. As denúncias podem ser identificadas ou anônimas.

