Nesta quarta-feira, 28 de junho, é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+. A data tem o objetivo de dar visibilidade às lutas desse segmento contra a discriminação que chega ao absurdo de ceifar vidas. De acordo com o Observatório de Mortes e Violências contra LBGTI+, foram 273 mortes de forma violenta no país em 2022. Desse total, 228 foram assassinatos, correspondendo a 83,52% dos casos; 30, suicídios (10,99%); e 15 mortes por outras causas (5,49%).
A homofobia é um crime imprescritível e inafiançável no Brasil, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal de 2019. “O STF entendeu que se aplicava aos casos de homofobia e transfobia a lei do Racismo (Lei n 7.716/1989). O artigo 20 da lei em questão prevê pena de um a três anos de reclusão e multa para quem incorrer nessa conduta. Há, ainda, a possibilidade de enquadrar uma ofensa homofóbica como injúria, segundo o artigo 140, §3º do Código Penal”, explica a coordenadora do Programa Diversidade da Fundação Getúlio Vargas, Lígia Fabris, em matéria publicada no site da FGV.
“É importante lutar contra o preconceito também na categoria bancária, buscando garantir o respeito dentro dos bancos e em toda a sociedade. O Sindicato está nessa luta, por meio de ações em defesa da diversidade. Esse, inclusive, será um dos temas em debate na Conferência Estadual neste fim de semana”, afirma a diretora de Igualdade e Diversidade do Sindicato, Mônica Pais.
História
O Dia do Orgulho LGBT foi criado e é celebrado em 28 de junho em homenagem a um dos episódios mais marcantes na luta da comunidade gay pelos seus direitos: a Rebelião de Stonewall Inn, em 1969. A manifestação foi contra as medidas repressivas da polícia de Nova York aos homossexuais. A 1ª Parada do Orgulho Gay foi organizada no ano seguinte (1970).
No Brasil, em 1997, a primeira Parada do Orgulho Gay reúne em São Paulo cerca de 2 mil pessoas que protestam contra a discriminação e a violência sofridas por gays, lésbicas e travestis. Em 1999, já recebe o nome de Parada do Orgulho LGBT, ampliando a abrangência do evento.
Hoje, o acrônimo LGBTQIAPN+ representa, respectivamente, lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer, intersexo, assexuais, pansexuais e não-binários. O sinal “+” serve para abranger a pluralidade de orientações sexuais e variações de gênero. Veja, abaixo, o que significa cada designação.
- Lésbicas: mulheres que sentem atração sexual e afetiva por outras mulheres.
- Gays: homens que sentem atração sexual e afetiva por outros homens.
- Bissexuais: indivíduos que sentem atração sexual e afetiva por homens e mulheres.
- Transgêneros: pessoas que assumem o gênero oposto ao de seu nascimento.
- Queer: designa pessoas que não se encaixam à heterocisnormatividade, que é a imposição compulsória da heterosexualidade e da cisgeneridade.
- Intersexo: quem não se adequa à forma binária (feminino e masculino) de nascença. Ou seja, seus genitais, hormônios e demais características não se encaixam na forma tradicional de masculino e feminino.
- Assexuais: pessoas que não possuem interesse sexual.
- Pansexuais: indivíduos que têm atração física, amor e desejo sexual por outras pessoas, independentemente de sua identidade de gênero.
- Não-binários: pessoas que não se identificam com nenhum gênero, que se identificam com vários gêneros, entre outras.
(fonte das nomenclaturas: Correio Braziliense)









