Foto: Sérgio Cardoso

Lutar pelo fim das metas, por melhores condições de trabalho, por respeito à saúde dos trabalhadores,  em defesa do emprego e por mais contratações foram os eixos aprovados na Conferência Estadual dos Bancários e das Bancárias, que terminou na tarde deste domingo, 02. Foram três dias de intensos debates, integração e de construção da luta da categoria bancária.

Na campanha nacional dos bancários deste ano, haverá apenas mesas de negociação específicas dos bancos e Grupos de Trabalho (GT’s), uma vez que a Convenção Coletiva de Trabalho e os acordos específicos vigentes são válidos até 01 de setembro de 2024.

Carlão, diretor do Sindibancários/ES (Carlão)

“Já temos as cláusulas econômicas definidas, mas continuaremos com os debates nos GT’s. Temos uma dor coletiva que vem se aprofundando. Os bancários e as bancárias estão adoecidos. Temos que discutir um novo arcabouço do ponto de vista da contratação. Por isso, o fim das metas e mais saúde são a centralidade da negociação que vamos defender na Conferência Nacional”, enfatizou o diretor do Sindibancários/ES e integrante do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

Eixos políticos

A conjuntura política e econômica também foi tema de debate durante os três dias da conferência. Ao final, os bancários capixabas aprovaram como eixos políticos da luta da categoria: derrotar o projeto fascista da extrema direita no Brasil, defender de forma intransigente mais recursos para as políticas públicas, a revogação do novo ensino médio, o fortalecimento do SUS, a redução da taxa de juros, o fim da autonomia do Banco Central e a estatização do Sistema Financeiro.

“Enquanto classe trabalhadora, temos o desafio de manter nossa luta histórica. A extrema direita está muito organizada. Estamos disputando, em uma perspectiva a longo prazo, com 1% da população que detém quase toda a riqueza do país. Temos, portanto, que fortalecer nossa luta, ampliar nossa mobilização para construir um mundo novo na perspectiva da civilização, da igualdade de direitos e da inclusão social”, aponta Carlão.

Foto: Sérgio Cardoso

O diretor do Sindicato falou ainda sobre as pautas urgentes para a classe trabalhadora. “Temos que disputar o orçamento do governo federal para garantir mais investimentos nas políticas públicas. Os setores conservadores da sociedade, os banqueiros, as grandes empresas estão nessa disputa para enriquecerem cada vez mais. É preciso pressionar e exigir que o governo eleito garanta um orçamento voltado totalmente para atender as necessidades da população brasileira. A estatização do sistema financeiro, nesse sentido, é também urgente. É preciso pôr fim ao esquema de extorsão do povo brasileiro representado na cobrança de altos juros”, destaca Carlão.

Moções e resoluções

Ao final da Conferência, os bancários e as bancárias também aprovaram uma moção de repúdio ao governador do Estado, Renato Casagrande, que não cumpriu nenhum dos compromissos firmados com o Sindicato, por meio do Comitê em Defesa do Banestes Público e Estadual, durante o segundo turno das eleições de 2022.

Outra moção aprovada foi de repúdio à coordenação do Comando Nacional dos Bancários que não acatou o recurso da entidade contra a extinção da realização dos congressos específicos na Conferência Nacional da categoria bancária. Também foram aprovadas as resoluções por saúde e condições de trabalho, em defesa dos bancos públicos federais e do Banestes público e estadual.

Confira os eixos aprovados:
  • Pela revogação da reforma trabalhista;
  • Pela revogação da reforma da Previdência;
  • Pela revogação da terceirização;
  • Auditoria da Dívida Pública Já;
  • Pelo fim da discriminação e violência racial;
  • Pelo fim da violência contra as mulheres e população LGBTQIA+;
  • Estatização do sistema financeiro;
  • Ratificação da Convenção 158 da OIT;
  • Defesa dos serviços públicos, do SUS e da Educação pública;
  • Redução das taxas de juros;
  • Pelo fim da autonomia do Banco Central
  • Fim das metas;
  • Defesa do emprego bancário;
  • Saúde do trabalhador;
  • Segurança bancária;
  • Defesa dos bancos públicos.