Trabalhadores vão à negociação com a Fenaban para defender emprego bancário, combate à precarização e fechamento de agências

07/07/2026 13:32

Campanha Nacional Unificada 2026: categoria aponta que enquanto setor celebra resultados bilionários, quem constrói os lucros enfrenta cortes de postos e fechamento de agências

A segunda rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026 para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) está marcada para hoje (7), quando a categoria reivindicará da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a defesa do emprego bancário, contra a precarização do atendimento e o fechamento de agências.

Em 2025, os cinco maiores bancos obtiveram conjuntamente um lucro líquido de R$ 124 bilhões. Entre 2020 e 2025, os bancos públicos e privados registraram crescimento de 46% e 114%, respectivamente, no lucro líquido.

Entretanto, apesar desses resultados multibilionários, desde 2016 o setor eliminou mais de 83,5 mil postos de trabalho e, desde 2015, mais de 8,5 mil agências (queda de 37% na rede física).

A reestruturação, entretanto, não para na queda de agências e do atendimento humanizado e presencial aos clientes, mas inclui a precarização do emprego bancário, com aumento de terceirizando das atividades bancárias e de contratação de funcionários como PJs.

O movimento sindical aponta também que os bancos estão concentrando ainda mais os lucros advindos dos processos de automação e usos de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial.

Entre as reivindicações relacionadas ao emprego que a categoria irá levar para a mesa de negociações com a Fenaban estão:

  • Garantia de emprego: proibição de demissões em massa e fim da rotatividade injustificada.
  • Proteção nas reestruturações: mudanças por fusões ou tecnologia devem ser negociadas antes com o movimento sindical.
  • Fim da terceirização: quem faz atividade bancária deve ser reconhecido como bancário, com todos os direitos da categoria.
  • Tecnologia com proteção: criação de comissão para acompanhar a automação e impedir vigilância abusiva.
  • Agências digitais também são bancos: direitos iguais e jornada regulada para quem trabalha em escritórios digitais.
  • Mais contratações: número adequado de funcionários para reduzir filas, a sobrecarga e o estresse.
  • Qualificação e inclusão: incentivo à formação de mulheres na TI e processos seletivos sem preconceito de raça, gênero ou idade.

Caixa e BB

As mesas de negociação da Caixa e do Banco do Brasil acontecerão amanhã (8), às 10h.

 

Com informações da Contraf