Encerrando o ano de luta de 2019, diretores do Sindicato dos Bancários realizaram nesta segunda-feira, 30, uma panfletagem no Banestes Palas Center, onde funciona a Direção Geral do banco, contra o fechamento da agência Graciano Neves, uma das medidas que revela o modelo de mercado adotado pela gestão do governador Renato Casagrande.
“Queremos concursados no Banestes, não à terceirização de serviços, não ao fechamento de agências, não à extinção de postos de trabalho, não à retirada de direitos”, afirmou o coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire, chamando bancários e clientes que passavam pelo local para aderir ao movimento permanente em defesa do Banestes público e estadual.
O anúncio do fechamento da agência Graciano Neves no próximo dia 10 aliado à terceirização em setores estratégicos do banco, como a área de tecnologia, faz parte de um pacote de medidas que aproxima o Banestes das instituições privadas. “O modelo de privatização do banco não é mais o da década de 1990; agora o governo vai fatiando e desmontando o banco”, afirmou o diretor do Sindicato Alan Sauer.
Ele lembra que o governo fala em revitalizar o Centro de Vitória, mas propõe o encerramento das atividades da Graciano Neves, deixando a população da região sem atendimento, forçando uma migração dos serviços para o autoatendimento ou Banesfácil. “É a destruição do nosso banco”, denuncia Sauer.
Com 60 anos de idade e 38 de Banestes, o bancário Arnaldo Peixoto, que trabalha na Gerência de Cartões, lembra do tempo em que trabalhava na Graciano Neves e a importância estratégica daquela agência. “Na época os funcionários do Estado recebiam ali. A agência era e continua sendo uma referência no Centro”, afirma.
O bancário afirma que os funcionários do Banestes vivem na incerteza do projeto do Governo para o banco. “A gente não sabe se um dia vai acordar sem emprego, se vai fechar uma unidade, se haverá demissão”, diz. Na sua avaliação, o banco precisa sim inovar para estar em pé de igualdade com outras instituições financeiras, mas sem se afastar dos clientes que são a base de sustentação do banco. “O Banestes sempre esteve em todo o Estado, interagindo com o povo capixaba; não pode (o governo) afastar as pessoas do banco. A gente tem que lutar”, afirma.






