Entidades realizam manifestação por democracia e eleições livres

11/08/2022 14:10

O movimento nacional marcou a leitura pública em todo país da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito

Fotos: Sérgio Cardoso

A Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, virou palco da luta de trabalhadores e trabalhadoras por democracia e eleições livres na manhã desta quinta-feira, 11. O movimento nacional marcou a leitura pública em todo país da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito. A coleta de assinaturas foi iniciada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e o documento já conta com mais de 700 mil signatários.

A carta trata dos ataques e questionamentos infundados feitos por Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral, assim como das “ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional” por parte do presidente da República.

Aqui no Espírito Santo, o ato foi convocado pelas centrais sindicais (Intersindical, CUT, CTB, CSP-Conlutas, Força Sindical, Nova Central), Sindipúblicos e Adufes. Contou também com a presença de partidos políticos comprometidos com a causa da democracia e dos parlamentares Helder Salomão, deputado federal pelo PT, e das vereadoras de Vitória Camila Valadão (PSOL) e Carla Coser (PT).

“Estamos na rua hoje, que é nosso lugar, nosso espaço de luta e resistência. E no momento em que a democracia está ameaçada é nosso dever denunciar e dizer que não aceitaremos nenhum golpe, que não [aceitaremos nada] que não seja o resultado das urnas. No Brasil, nós lutamos muito para derrubar a ditadura e ter eleições livres. Muitos de nós, da classe trabalhadora, tombaram na defesa da democracia, de uma sociedade livre, e nós não vamos fazer diferente. Vamos enfrentar tudo, a todo custo, para garantir que nossa sociedade continue democrática e livre”, afirmou a coordenadora geral do Sindicato, Rita Lima, no ato, representando a Intersindical.

O diretor do Sindicato Cláudio Merçon (Cacau) também destacou a responsabilidade dos brasileiros para fazer a virada necessária no país nas eleições deste ano e acabar com o legado do bolsonarismo, especialmente no que diz respeito ao armamento da população. Cacau destacou que as medidas para facilitar o uso de armas só aumentam a violência no país.

Apoio popular

O ato chamou a atenção dos pedestres que passavam pela Costa Pereira. “Vivemos um retrocesso, mas estamos em tempo de mudança. Só depende de cada um de nós”, afirmou a aposentada Jane Maria, 57 anos.

Para a professora de educação física Beatriz Santana, “o Brasil está caótico mesmo. Temos que tirar esse presidente corrupto e trazer esperança e oportunidade para quem foi colocado à margem por esse governo”.

O aposentado Ailton Roberto Vasconcelos, 73 anos, decidiu que apesar de não ser mais obrigado a votar vai às urnas porque quer mudanças. “Tá tudo péssimo”, resumiu ele. – Mas o que exatamente está ruim, seu Ailton? A resposta: “Fazer compra, [comprar] o gás, a carne…piorou tudo. Tem que mandar esse homem [Bolsonaro] embora”.