
Ao som de Fabíola Guimarães e banda (foto), bancários e bancárias do Noroeste do Estado encerraram as comemorações do Sindicato pelo dia da categoria na APCEF de Colatina. A confraternização reuniu trabalhadores ativos e aposentados de bancos públicos e privados numa tarde de reencontros, lazer e reafirmação das lutas da categoria.

Goretti: celebrar lutas
“Além do momento de congraçamento, esse é um dia especial de celebração das nossas lutas e resistências ao longo do tempo e de renovação de forças para, juntos, enfrentarmos o ataque aos nossos direitos e seguir em busca do resgate da democracia no nosso Brasil”, disse a diretora do Sindicato na subsede de Colatina Goretti Barone. Ela e o diretor Weber Birchler, também da subsede, fizeram a abertura do evento e convidaram os demais diretores presentes para a saudação inicial.
Com o slogan “Nossos passos vêm de longe, juntos vamos reconstruir o Brasil que queremos”, a festa de Colatina encerra as comemorações que o Sindicato vem, desde agosto, promovendo em homenagem ao Dia do Bancário e da Bancária, 28 de agosto, data que remete à greve de 1951, que paralisou as atividades por 69 dias, até que os banqueiros atendessem às reivindicações da categoria.

Diretores do Sindicato na abertura
“De lá pra cá foram muitas lutas, os bancários se tornaram pilar de resistência. Queremos, com esse slogan, perpetuar a resistência desde a colonização do Brasil, a resistência indígena, depois a resistência negra, na escravidão, e a resistência popular e sindical. Lutamos a vida toda por liberdade e democracia neste país (…) e nunca tivemos nossos direitos tão atacados”, afirmou a coordenadora geral do Sindicato, Rita Lima.
Luta de classes
Ela destacou a importância da categoria bancária no contexto social, para toda a classe trabalhadora, neste momento. “Temos que usar nossa tradição de luta e coragem para dizer que não vamos aceitar qualquer retrocesso”, disse, destacando que está em disputa nessas eleições um projeto de nação que coloca em risco a “frágil democracia” brasileira. “Para quem não acredita, a luta de classes está em curso”, afirmou, convocando os trabalhadores a escolher o lado de quem defende as empresas públicas e um projeto de país inclusivo.

Alonso: elo
Aqui todo mundo tem o mesmo ideal, esse elo é muito importante”, afirmou o bancário da Caixa Alonso Dalla Bernardina Pereira, 55 anos, 33 de banco, durante o almoço na APCEF. Ele também falou do que o move no dia a dia, assunto que não falta numa festa da combativa categoria. “Queremos uma Caixa pública, que atenda às pessoas da melhor forma possível; fazemos esse trabalho no dia a dia, mas isso também depende de quem está no comando, na direção da empresa”.

Gabriela: reencontros
Outra que curtiu o dia foi a bancária Gabriela Passamani Borges, 36 anos, há onze funcionária do Banco do Brasil. “A festa está ótima”, disse. Ela trabalha na agência Centro Colatina. Gabriela destacou que a festa é um momento para encontrar os colegas aposentados, “aproveitar a experiência deles”, ouvir os diretores do Sindicato, pois “na agência falta tempo”.
Fotos: Zanete Dadalto
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