Os empregados da Caixa devem estar atentos ao Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon) nesta segunda-feira, 7, e nos próximos dias para verificar se confirmam-se as informações de troca unilateral pelo banco da jornada rígida pela jornada flexível. Qualquer mudança identificada deve ser contestada junto ao gestor e ser informada ao Sindicato para que as providências cabíveis sejam adotadas visando preservar o direito dos trabalhadores.
O Sindicato recebeu denúncias de que a Caixa volta a querer impor unilateralmente a jornada flexível aos empregados, o que fere a carga horária da categoria, de seis horas diárias e 30 semanais, como prevê a CLT e o Acordo Coletivo de Trabalho.
Essa tentativa do banco já aconteceu em 2017, mas, após resistência dos empregados e do movimento sindical, a Caixa voltou atrás. Um parecer jurídico da assessoria do próprio banco alertou os gestores de que não era possível alterar a jornada rígida para a flexível sem requerimento expresso de cada empregado. A Caixa suspendeu a mudança e tentou forçar os empregados a assinarem o pedido, mas o assédio foi combatido pelo movimento sindical.
A jornada padrão de cadastramento no Sipon é a rígida. O diretor do Sindicato Igor Bongiovani alerta que a jornada flexível traz perdas de direitos trabalhistas, como, por exemplo, o fato de o sábado não ser considerado repouso remunerado, além de haver prejuízo nos cálculos de hora extra (divisor é menor) e 13º salário. Outro problema é que os trabalhadores e trabalhadoras têm que ficar à disposição da empresa das 8h às 19h, podendo ser acionados em horários alternados.
“Não vamos deixar a Caixa mudar a nossa jornada conquistada em 1985, com muita luta. Todos devem olhar seus pontos hoje para ver se está registrada jornada rígida ou flexível. Caso tenha havido alteração, entrem em contato com o respectivo gestor solicitando que volte para jornada rígida. Se houver resistência do gestor, acione o Sindicato imediatamente”, orientou Bongiovani.








