COE e Itaú negociam prorrogação de compensação de horas

04/05/2022 10:26

Os representantes dos trabalhadores disseram que aceitam a prorrogação desde que o total remanescente ao final desse prazo seja abonado pelo Itaú

Em reunião nesta semana, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e a direção do banco iniciaram as negociações para a prorrogação, até 28 de fevereiro de 2023, do acordo de compensação de horas negativas em função da pandemia da covid-19. A proposta veio do banco, e os representantes dos trabalhadores disseram que aceitam desde que o total remanescente ao final desse prazo seja abonado pelo Itaú.

“Nós aceitamos a prorrogação, porém com a contraproposta de abono de todas as horas que sobrarem. Isso porque no período mais grave da pandemia os bancários não podiam ir às agencias para trabalhar, pois colocariam a vida em risco. Ao final de seis meses, portanto, queremos a anistia de todas as horas que não puderam ser feitas nem forem compensadas”, afirmou o diretor do Sindicato e membro da COE Itaú Alcendino Anderson dos Santos (Sãozinho). A negociação sobre a prorrogação continua na próxima reunião, ainda sem data marcada.

Histórico

O acordo de compensação de horas negativas foi negociado em fevereiro de 2021 para garantir os direitos dos trabalhadores que foram afastados ou colocados em regime de rodízio nas agências por conta da pandemia. Na última negociação, a previsão era a compensação em 18 meses, a partir de março de 2022, com limite de duas horas por dia, com possibilidade de prorrogação por seis meses.