A Caixa Econômica Federal demitiu 32 empregados com deficiência ainda em estágio probatório. A informação foi confirmada pelo banco na reunião com a Comissão Executiva dos Empregados, realizada nesta quinta-feira, 16. Segundo a Caixa, no total foram 1867 pessoas com deficiências (PcDs) convocadas.
A contratação de PcDs se deu após o banco ter sido obrigado judicialmente a se adequar à lei de cotas (Lei nº 8.213/1991), em ação do Ministério Público em que a Fenae é assistente. A Caixa se viu obrigada a convocar as PcDs aprovadas do concurso de 2014, mas não se preparou para recebê-las e integrá-las ao trabalho de acordo com o tipo/grau de deficiência.
A Fenae têm recebido relatos de empregados que passam por situações como a de Henrique Barroso da Silva, um dos demitidos: “Me mandaram para Santa Rita do Sapucaí (MG), uma cidade distante 140 quilômetros. Fiquei lá um mês e uma semana. Eles não me passavam quase nada e quando me ensinavam não tinham paciência, pois devido à deficiência sou um pouco lento. (…) Fui colocado na parte de habitação (interno e não tinha contato com o público) e mais uma vez eu me sentia discriminado. Do mesmo jeito não me ensinavam adequadamente e não tinham paciência. Veio a segunda avaliação e disseram que não podiam continuar comigo”, desabafa.
No Espírito Santo, foram dois empregados com deficiência demitidos no segundo semestre do ano passado. “O descaso da empresa é grande e precisamos estar atentos para formalizar denúncia e defender o direito desses empregados. Não é apenas contratar. É adequar o ambiente para que a pessoa com deficiência possa ser treinada por profissional preparado e tenha condições de exercer sua função com dignidade”, afirma a diretora do Sindicato Lizandre Borges.








