A proposta de reestruturação da Caixa apresentada pelo vice-presidente de Distribuição, Paulo Henrique Angelo, nesta quarta-feira, 22, torna o banco mais semelhante aos privados, afastando a instituição da sua tradição de executar as políticas públicas para a população de baixa renda. A proposta está disponível na intranet para contribuição dos empregados no exíguo prazo que vai até 31 de janeiro. A implementação do novo modelo depende de aprovação do Conselho Diretor da Caixa, mas já está prevista para março próximo.
Na avaliação da diretora do Sindicato Lizandre Borges, o que se vê na reestruturação da rede é uma adequação ao modelo comercial, tudo indicando a preparação do banco em mais um passo no processo de privatização.
A nova proposta prevê o formato de franquias para a rede de atendimento, com padronização no atendimento de negócios. As estratégias da empresa serão verticalizadas.
Os dados apresentados pelo banco apontam 94.168. 320 clientes na carteira de pessoa física hoje atendidos pela Caixa. Para o banco, esses clientes precisam ser conquistados para ter cartão de crédito, seguro de vida, fazer empréstimos, usar cheque especial e outros produtos. “É uma visão de mercado que não condiz com a função de um banco público, que deve fomentar o desenvolvimento, não vender produtos”, afirma Lizandre.









