CEF: empregado com atestado médico não pode trabalhar

11/01/2022 13:02

Conforme denúncias recebidas, empregados de atestado médico estão sendo direcionados para o trabalho telepresencial

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) encaminhou à vice-presidenta de Estratégia e Pessoas da Caixa, Magda Lucia Dias Cardoso de Carvalho, ofício protestando e reivindicando que os empregados doentes e com atestados médicos sejam afastados efetivamente do trabalho. Conforme denúncias recebidas pelas entidades sindicais, trabalhadores atendidos no teleatendimento do Saúde Caixa, apesar de estarem de atestado médico, estão sendo direcionados para o trabalho telepresencial – atendimento on-line de dentro da agência.

A CEE/Caixa lembra que conforme a Lei 605/1949, o atestado médico é concedido a quem estiver doente e garante a licença médica para a plena e adequada recuperação de sua saúde. A entidade representativa dos bancários também lembra que os afastamentos de até 15 dias são ônus da empresa, e os períodos superiores a 15 dias são encaminhados ao INSS.

Protocolos

Em outro ofício também encaminhado à vice-presidente Magda Lucia, a CEE solicita “mesa de negociação para a discussão de novos protocolos de prevenção contra a Covid e também da influenza, mais rigorosos, além de reforçar a ampla divulgação e aplicação dos protocolos vigentes”. A representação dos empregados destaca os alarmantes números de casos de adoecimento por coronavírus e gripe nas agências, o que requer medidas imediatas do banco.

“A Caixa precisa rever os protocolos porque o número de infectados e afastados por covid-19 está aumentando exponencialmente. A cepa atual, apesar de menos agressiva, pode colapsar o sistema de saúde e o próprio funcionamento do banco, a exemplo das empresas aéreas”, afirma a diretora do Sindicato Lizandre Borges.

“Requeremos que haja uma ampliação do home office, colocação imediata de todos os empregados com suspeita e casos confirmados de covid em quarentena, aplicação de testes nos demais empregados das unidades em que houve suspeita ou confirmação de casos de infecção por covid e fornecimento de EPIs, como máscaras e álcool em gel para unidades, com urgência”, afirma a CEE no ofício.