Justiça nega recurso da Caixa para continuar reestruturação

A Justiça do Trabalho negou recurso apresentado pela Caixa na tentativa de manter os procedimentos em relação à reestruturação de funções gratificadas equivalentes. A Caixa queria que os empregados envolvidos, que segundo o banco correspondem a 80% dos atingidos pelas mudanças nas funções, não precisassem aguardar o prazo de quinze dias para fazer sua opção, conforme determinado pela Justiça na liminar concedida na ação movida pela Contraf.

O juiz Antônio Umberto de Souza Júnior, da 6ª Vara do Trabalho de Brasília, afirmou em sua decisão: “(…) não vislumbro razão jurídica ou prática para suavizar os termos da decisão liminar prolatada”. Lembrou, ainda, que a liminar buscou, além de acolher a tese de inobservância de norma coletiva de negociação antes da adoção de qualquer medida geral que afetasse a situação funcional dos trabalhadores, garantir um prazo razoável “para assegurar tranquilidade, serenidade, pleno conhecimento e consciência aos economiários aderentes ou postulantes” às funções previstas na reestruturação da Caixa.

“Essa é mais uma vitória dos bancários da Caixa. O banco não pode ignorar que os empregados precisam ter informações sobre essa reestruturação. Não vamos aceitar um processo feito a toque de caixa. Exigimos respeito!”, afirma a diretora do Sindicato Rita Lima.

Na quinta-feira, 13, os empregados da Caixa realizaram manifestações e paralisações por todo o Brasil contra a reestruturação. Em Vitória e em Vila Velha, houve retardamento de abertura de agências.