Direção da Cassi joga nos associados culpa por sobrecarga no teleatendimento

07/01/2022 12:52

O aumento da demanda no teleatendimento está relacionado à convocação dos funcionários do Banco do Brasil para retorno ao trabalho presencial.

A diretoria da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi)  está transferindo aos associados a responsabilidade pela sobrecarga no serviço de Telemedicina Cassi. Nas palavras do diretor de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento, Luiz Satoru, em comunicado publicado no dia 3 de janeiro, os atendimentos aumentaram “muito provavelmente por ‘algum relaxamento’ coletivo nas festas de final de ano”.

O diretor não considera que o aumento da demanda no teleatendimento da Cassi vem desde meados de dezembro e está relacionado à convocação dos funcionários do Banco do Brasil para retorno ao trabalho presencial.

“Eu acho que é muito cômodo para eles [diretores da Cassi] jogar a culpa nos usuários, ao invés de assumirem a gestão problemática que estão realizando e a forma imprudente como o Banco do Brasil vem, a cada dia, expondo mais os bancários ao risco de contaminação, inclusive com a exclusão de protocolos de segurança sanitária”, afirma a diretora do Sindicato Claudia Patricia Ribeiro. Ela lembra que estamos em meio a um aumento dos casos de covid-19 junto com a gripe (H3N2).

Segundo informações da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) há relatos de associados que esperam até mais de 12 horas pelo atendimento no sistema de telemedicina. “O que estamos assistindo, agora, associados durante horas na fila de espera, é consequência de uma visão negacionista da direção da Cassi em relação ao verdadeiro cenário da pandemia, que se reflete na gestão da Caixa de Assistência com a contratação de uma única empresa para terceirizar o atendimento médico remoto, com o desmonte da Estratégia Saúde da Família e concentração das decisões apenas à gerência de Brasília, dificultando a tomada rápida de ações locais”, pondera João Fukunaga, coordenador da CEBB.

O teleatendimento é um complemento às consultas presenciais, mas não deve substitui-las. Os associados que se sentirem prejudicados pela demora no atendimento devem denunciar ao Sindicato.