Um protesto dos empregados da Caixa Econômica Federal retardou a abertura da agência da Reta da Penha até as 11 horas desta quarta-feira, 5. Foi contra o projeto de reestruturação previsto para ser implementado em março, que torna a Caixa um banco voltado para a venda de produtos. “Essa reestruturação é a mudança do conceito do que é a Caixa. É uma medida de desmonte da empresa como banco público”, denuncia a diretora do Sindicato Rita Lima.
No panfleto entregue durante a manifestação, os bancários afirmam que, no Governo Bolsonaro, a Caixa vem sofrendo um agressivo processo de desmonte, sendo afastada do seu propósito público e social. A reestruturação tende a tornar o banco mais comercial, com uma intensa política de venda de produtos de áreas que já estão previstas para serem privatizadas em breve, como cartões e seguros.
A direção da Caixa também vem atacando os direitos trabalhistas dos empregados. O processo de reestruturação, que já se inicia, traz problemas como o aumento da cobrança de metas, descomissionamentos sumários, fim de postos de trabalho e transferências compulsórias. Tudo isso terá reflexos no atendimento aos clientes, que cada vez mais estão sendo tratados como meros consumidores.
As mudanças estão sendo impostas sem negociação prévia com a Comissão Executiva dos Empregados, contrariando o Acordo Coletivo, que prevê que a Caixa discuta quaisquer impactos na vida funcional dos empregados decorrentes da implantação de novos processos de trabalho pela empresa.
Foto da capa: Fábio Vicentini









