Na tarde desta quinta-feira, 12, o Sindicato dos Bancários de Brasília, em comemoração aos 162 anos da Caixa, organizou um ato em frente ao edifício-sede do banco. Os sindicalistas lavaram com sal grosso a entrada do prédio para neutralizar as energias negativas da gestão anterior. O ato acabou despertando a atenção de  representantes de sindicatos, federações e centrais que estão em Brasília para a posse da nova presidenta da Caixa. O que ninguém esperava é que a própria aparecesse para apoiar a lavagem. Em uma rápida fala improvisada, Rita Serrano afirmou que a gestão peli medo acabou na Caixa, se referindo ao período em que a empresa foi dirigida por Pedro Guimarães, cuja gestão foi marcada por casos de assédio sexual e moral sobre os quais ele é investigado.

Rita Serrano também disse que reconstruir a Caixa será um grande desafio. “Não é uma missão fácil. As barreiras são grandes. Há uma desestruturação, uma cultura organizacional que teremos que mudar. Mas nós vamos conseguir porque conhecemos as demandas das pessoas. Vamos ter a Caixa voltada para o desenvolvimento do país novamente”, prometeu. 

Entre os presentes no ato, estavam Lizandre Borges, dirigente da Fetraf-RJ/ES e integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa), e Ronan Teixeira, diretor do Sindicato dos Bancários/ES, que estão em Brasília representando as respectivas entidades na cerimônia de posse que acontece na noite desta quinta-feira, 12, no teatro da Caixa Cultural.

Houve também uma cerimônia institucional de posse pela manhã. Na ocasião, Rita Serrano anunciou as primeiras medidas da sua gestão. A nova presidenta prometeu iniciar estudos para retornar a VP de Pessoas; democratizar o jornal da Caixa, permitindo novamente os comentários; retomar as atividades culturais; organizar uma nova eleição para o Conselho de Administração (CA) – cargo que ela deixou para assumir a presidência do banco. Ela também anunciou a inauguração de 12 novas agências no dia em que a Caixa comemora 162 anos.