As negociações do grupo de trabalho (GT) criado para tratar da Banescaixa – plano de saúde dos bancários do Banestes – foram retomadas nesta quarta-feira, 6, (foto) após a interrupção por conta da pandemia da covid-19. O Sindicato reafirmou a defesa do plano solidário, com contribuição definida por um percentual sobre a remuneração dos bancários e pagamento da parcela patronal para ativos e aposentados. A entidade vai solicitar dados atualizados da Banescaixa e contratar uma assessoria na área para dar continuidade aos trabalhos no GT.
Dos integrantes do GT, formado por representantes do Sindicato, do Banestes, da Banespar e da Banescaixa, apenas a Banespar não esteve presente à reunião de hoje. Segundo o secretário geral do Sindicato, Jonas Freire, a Superintendência da Banescaixa iniciou a reunião falando da necessidade de cortar despesas, conter gastos e não permitir desperdícios. “Entendemos que essas são questões importantes, mas o fundamental mesmo é mexer na forma de contribuição, com retorno ao plano solidário, e cobramos do banco mais investimentos, com retomada da contribuição para aposentados”, afirmou o diretor do Sindicato.
Ele lembra que os problemas na Banescaixa começaram em 2009, quando houve a reforma estatutária com alteração na forma de contribuição. A Banescaixa foi um dos primeiros planos de saúde de autogestão que passaram pela mudança visando ao fim da contribuição solidária e descompromisso patronal em relação aos aposentados. “Foi no ano da tentativa de venda do Banestes para o Banco do Brasil pelo então governador Paulo Hartung. Queriam se livrar dos aposentados e diminuir custos com os empregados da ativa para vender o Banestes”, lembra Jonas Freire.
A contribuição deixou de ser um percentual sobre a remuneração, passando a ser por faixa etária. Além disso, o banco só contribui com 50% do valor pago pelo bancário da ativa, não mais para os aposentados. Dependentes também pagam 100% do valor do plano. A Banescaixa cobra, ainda, coparticipação de 30% sobre consultas e procedimentos.
“Pessoas que doaram sua vida para o banco, depois que aposentam, são descartadas. O valor da mensalidade do plano de saúde consome, muitas vezes, até 30% da renda, pois quase sempre o aposentado ou aposentada tem uma companheira ou companheiro. É algo como um investimento em imóvel. Por outro lado, os funcionários com maiores salários do banco têm mensalidades menores. O plano precisa voltar a ser solidário”, afirma.







