Santander: grupos de risco devem consultar médicos sobre retorno presencial

21/03/2022 09:59

Após manifestação do movimento sindical, o banco se comprometeu a avaliar os casos em que o médico do trabalhador não recomende o retorno.

Os bancários e bancárias com comorbidades e as grávidas do Santander que não se sentirem seguras em voltar ao trabalho presencial a partir de 4 de abril, conforme convocação do banco, devem procurar seus médicos assistentes para apresentar laudos que indiquem a sua condição de saúde e se há ou não segurança para o seu retorno. Na reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) na última sexta-feira, 18, após manifestação da representação dos trabalhadores, o banco se comprometeu a avaliar individualmente os casos em que o médico do trabalhador não recomende o retorno. Também vai analisar eventuais casos de indicação médica para não recebimento da vacina.

“É um absurdo a convocação dos grupos de risco às agências neste momento. Enfatizamos que a pandemia não acabou, que o risco é grande, principalmente para as grávidas”, afirma o diretor do Sindicato e integrante da COE/Santander, Cláudio Merçon (Cacau), que participou da reunião. “Deixamos claro que essa medida é uma temeridade, principalmente com a chegada da variante Deltacron no Brasil. Quem determina o fim da pandemia é Organização Mundial da Saúde, não o governo federal”, destacou a coordenadora da COE Santander, Lucimara Malaquias.

Ainda na sexta-feira foi enviada uma carta ao banco reforçando a posição contrária ao retorno e elencando reivindicações do movimento sindical na tentativa de minimizar os impactos da medida. Entre elas estão a obrigatoriedade do uso de máscaras independentemente da legislação local; uso de álcool em gel nas dependências do banco e que a equipe médica do Santander forneça um documento especificando tecnicamente quais são as medidas que o banco está tomando para garantir a segurança, a saúde e a vida dos trabalhadores de maior risco.

Para os próximos dias haverá mobilização nas agências, com calendário de lutas ainda em construção. Denúncias formais a órgãos competentes também estão sendo analisadas.