Em reunião da mesa permanente de negociação nesta quinta-feira, 03, a Comissão de Empresa dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) cobrou providências da direção do banco sobre as mudanças repentinas na cobrança de metas.
Denúncias recebidas de todo o país indicam que alterações imprevistas na política de metas e inclusão de novas metas estão prejudicando a avaliação das unidades, equipes e dos trabalhadores. Após as últimas mudanças no Conquiste, o sistema de mensuração e acompanhamento das metas, algumas agências chegaram a cair 10 pontos, em média, segundo informações divulgadas pela Contraf. Antes, quase todas estavam classificadas como Alta Performance, e muitas com as metas batidas até o final do ano. Agora, quem ainda não saiu da Alta Performance está se mantendo por pouco.
O descontentamento com a cobrança de metas não é novo entre os empregados. Em meados de novembro, gerou revolta o anúncio do vice-presidente do banco, Paulo Ângelo, de que haveria aumento das metas estabelecidas para as unidades, com pouquíssimo tempo para o final do ano.
“Este foi um ano atípico, ainda mais sobrecarregado em função dos atendimentos emergenciais, da tensão e das mudanças geradas pela pandemia. É absurdo, em primeiro lugar, que a Caixa insista em cobrar metas num período em que o atendimento deveria estar restrito ao essencial. Pior ainda é alterar repentinamente os parâmetros dos resultados exigidos. Os bancários se dedicam, mas ao final ainda saem prejudicados”, afirma a diretora de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato, Lizandre Borges.
A diretora lembra que, após pressão do movimento sindical, a Caixa chegou a assumir em março o compromisso de não cobrar metas na crise sanitária, suspendendo inclusive o GDP. No início de junho, no entanto, esse compromisso foi rompido, e uma nova rotina de cobrança foi estabelecida.
“A pressão sobre os empregados só cresce. Tivemos um número grande de desligamentos por adesão ao PDV ou por aposentadoria compulsória. Não satisfeito, o banco agora reabriu o PDV para cortar mais cinco mil empregados. A situação nas agências e departamentos pode ficar insustentável”, critica Lizandre.
Com informações da Contraf

