O Sindicato dos Bancários/ES, ao lado de centrais sindicais e entidades sociais, irá marcar presença no ato unificado contra a anistia dos golpistas de 8 de janeiro, em defesa da democracia e da soberania e em repúdio à invasão da Venezuela. Atrações artísticas estão encarregadas de dar o contorno cultural ao ato desta quinta-feira (8). A concentração acontece a partir das 16h, na rua 7 de Setembro, no Centro de Vitória.
Para o coordenador-geral do Sindicato, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), é muito importante que a classe trabalhadora vá para as ruas para lembrar a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023. “8 de janeiro passa a ser uma data histórica. Neste momento, em especial, defender a democracia e se manifestar contra a manobra de parte do Congresso que tenta aprovar o PL da Anistia. Temos de ir para as ruas para gritar: sem anistia para Bolsonaro e para todos os envolvidos na trama golpista de 8 de janeiro. Esse grito tem de chegar alto no Congresso para dissuadir os parlamentares golpistas de tentarem passar o PL da Anistia”.
Invasão da Venezuela
O dirigente acrescenta que os últimos acontecimentos na Venezuela certamente vão estar nas palavras de ordem do ato desta quinta-feira. A invasão da Venezuela pelas forças norte-americanas passa pela questão da soberania dos países da América Latina. Há meses o governo Lula vem travando uma queda de braços com Trump pelo fim das taxações dos produtos brasileiros. “A guerra insana das tarifas, mais uma demonstração da política imperialista do governo americano, fez despertar uma resistência no Brasil em defesa da nossa soberania. A invasão da Venezuela é a faceta mais perversa do imperialismo de Trump. Deixamos de ser colônia no século XIX. A Doutrina Monroe não cabe mais”, afirma Carlão se referindo a política intervencionista dos Estados Unidos na América Latina idealizada pelo presidente James Monroe, em 1823, e atualizada por outros mandatários da Casa Branca ao longo dos séculos XX e XXI.
O ataque militar dos Estados Unidos a Caracas para sequestrar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cília Flores, continua Carlão, não fere somente a soberania da Venezuela, mas de todos os povos latinos que repudiam o imperialismo 2.0 de Trump, baseado no expansionismo transnacional imposto pela força bélica do mais forte. Este é um episódio inaceitável de agressão a uma nação constituída que deve ser fortemente repudiado”.








