
Foi dada a largada às negociações da Campanha Nacional 2022. O Comando Nacional dos Bancários entregou na tarde desta quarta-feira, 15, a minuta de reivindicações da categoria à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Reajuste salarial com ganho real de 5%, aumento diferenciado para vale-alimentação e vale-refeição, redução da jornada de trabalho semanal sem redução salarial e manutenção dos direitos conquistados são as principais reivindicações da categoria.
Neste primeiro encontro com a Fenaban, também foi definido o calendário das rodadas de negociações. As primeiras serão na próxima quarta-feira, 22, e no dia 27 de junho. Em seguida, o Comando se reunirá nos dias 06, 22 e 28 de julho e nos dias 01, 03, 08, 11, 15, 18, 19, 20, 22 e 24 de agosto. Os temas de cada rodada serão definidos já na primeira reunião.
A minuta traz ainda a previsão de gatilhos salariais, mecanismo que pode ser acionado para recompor os salários caso o cenário de alta inflação perdure. O diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), compõe o Comando e falou sobre os principais pontos discutidos.
“Reiteramos os principais eixos aprovados para a campanha deste ano, que estão relacionados à garantia do emprego bancário, à melhoria das condições de trabalho no modelo presencial e remoto, à valorização salarial e ao fim da cobrança de metas. Também cobramos que os bancos públicos e privados cumpram o compromisso social com a população, uma vez que são concessões públicas. O crédito deve ser direcionado para o crescimento social e econômico do país, e não para acumulação de capital de uma parcela mínima da população”, frisou Carlão.
Os integrantes do Comando Nacional também destacaram o eixo político prioritário de luta em defesa da democracia aprovado pelos bancários. Conter o avanço do fascismo, atuar em prol de um projeto democrático e de desenvolvimento para o Brasil também dever compromisso dos bancos.
“Em meio e essa conjuntura política adversa, de ameaça de golpe à democracia pelo presidente Bolsonaro, é inadmissível, por exemplo, que um executivo do Bradesco em um vídeo institucional exalte o militarismo e faça uma ameaça velada aos empregados. Nossa luta será pela derrota desse projeto político neofascista e ultraliberal que está levando os trabalhadores à miséria. Precisamos eleger um presidente e um parlamento comprometidos com a democracia, com os direitos dos trabalhadores e com a retomada do desenvolvimento do país. Nossa campanha nacional também será conciliada com a disputa eleitoral. Juntos, vamos virar esse jogo”, enfatiza Carlão.
As principais reivindicações da categoria são:
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